A escuta activa encoraja os outros a continuar a falar, ao mesmo tempo que dá a quem a pratica a certeza de estar a compreender o que estes estão a dizer.
Sathré, Olson e Whitney afirmaram que ouvimos metade do que é dito, prestamos atenção a metade do que ouvimos e lembramo-nos apenas de metade do que prestámos atenção. De facto, temos a tendência para ouvir o que queremos ouvir e ver o que queremos ver. Derivado deste facto, a mensagem percebida por nós é muitas vezes completamente diferente daquela que o emissor desejava transmitir.
A escuta activa consiste no receptor transmitir ao emissor a sua compreensão da mensagem. Desta forma, o emissor sabe se está a conseguir passar a mensagem correcta.
Um exemplo típico de escuta activa:
As melhores ocasiões para se recorrer à escuta activa, são quando não estamos certos de ter compreendido o emissor ou quando é transmitida uma mensagem fortemente emocional (ou seja, quando o emissor de alguma forma indica que a mensagem é importante).
Quando utilizamos a escuta activa, estamos a enviar um sinal ao emissor de que confiamos nele, de que damos importância às suas palavras e de que o estamos a ouvir. Isto faz com que em troca, o emissor se sinta mais confiante e tenha prazer em estar com o receptor.
A escuta activa encoraja os outros a conversar, pois ao sentirem que temos interesse pelas suas palavras e que não os criticamos, ficam mais à vontade para continuar a abrir-se perante nós.
Existem contudo erros que devem ser evitados quando realizamos escuta activa:
Finalmente, uma situação útil onde se pode usar a escuta activa, é quando estamos diante de uma discussão e pretendemos ter a certeza que o outro compreendeu a nossa mensagem. Numa situação destas, podemos combinar com a pessoa com quem estamos a discutir, que qualquer um de nós deve, após o outro falar, dizer o que compreendeu da mensagem transmitida. Desta forma, é possível ultrapassar as falhas de comunicação que muitas vezes surgem quando as discussões estão ao rubro.