Um mercado óptimo é uma máquina complexa, que necessita permanentemente de atenção e afinação, onde:
O resultado é uma optimização teórica da utilização dos recursos e o benefício máximo para a sociedade. Uma economia de mercado garante também igualdade de oportunidades, em termos de que qualquer pessoa ou grupo com os recursos suficientes pode competir como produtor ou consumidor.
No entanto, nem todos os mercados conseguem garantir estes benefícios. Para que um mercado seja eficiente e equitativo têm que se verificar determinados pressupostos, que enunciarei de seguida:
Um mercado deve permitir aos consumidores a tomada de decisões informadas entre preço, quantidade e qualidade, de modo a que possam adquirir o conjunto de bens que optimiza a satisfação das suas necessidades específicas. Só quando os consumidores têm acesso a um conjunto alargado de escolhas, é que a sociedade pode ter a certeza que as decisões tomadas por cada indivíduo representam as suas verdadeiras preferências. Por exemplo, se só existissem hotéis de cinco estrelas, os consumidores que preferissem hotéis mais baratos não iriam ver as suas necessidades satisfeitas, apesar de terem uma oferta hoteleira de elevada qualidade.
Os consumidores também necessitam de informação precisa e completa sobre as suas escolhas. Se a informação é difícil de obter ou errónea, ela vai reduzir a eficiência do mercado. Por exemplo, um turista a comprar tapetes em Marrocos sofre de grandes dificuldades pois não sabe distinguir os tapetes de boa qualidade dos de má qualidade, ou mesmo os preços usualmente praticados. Como tal, não pode tomar decisões verdadeiramente informadas e saber exactamente que preço atribuir a cada tapete que lhe apresentam. Este é um exemplo de um mercado onde não há informação e consequentemente não é óptimo (pelo menos para este nosso turista).
A neutralidade económica requer que o preço de diferentes bens seja determinado da mesma forma, quer seja produzido pelo estado, quer seja produzido por empresas privadas. As distorções no mercado, que injustificadamente fazem com que produtos equivalentes tenham preços diferentes, reduzem a eficiência económica e prejudicam a equidade entre os consumidores.
Um mercado eficiente requer que os produtores tenham competição a um nível suficiente que os encoraje a melhorar a sua eficiência, a baixar preços e a inovar. Em Portugal, um exemplo dos benefícios para o consumidor que um mercado competitivo oferece, é a comparação do actual mercado altamente competitivo das telecomunicações móveis, com o que existia quando apenas tínhamos um operador monopolista. A diferença é da noite para o dia, onde antes existia pouca escolha, altos preços e um número reduzido de inovações, hoje existe um mercado altamente inovador, com um número de escolhas elevado e preços muito baixos.
As armadilhas sociais são falhas no mercado que surgem quando os agentes económicos adoptam comportamentos que encorajam a ineficiência. A Tragédia dos Baldios é um exemplo de uma armadilha social. Uma armadilha social é um caso típico em que o somatório das escolhas individuais dos consumidores ou produtores, não conduziu à optimização do bem comum. Algumas armadilhas sociais podem ser evitadas através de estratégias de preço, legislação, ou educação. Não existe no entanto nenhuma solução universal, sendo cada caso um caso.
Os consumidores devem pagar os custos que provocam. Os subsídios e a exteriorização de custos devem ser evitados a todo o custo. No caso do ambientalismo de mercado, a solução que se procura, geralmente, é uma forma de repercutir os custos ambientais nos custos dos bens, por exemplo, quando criam mecanismos para que poluidor pague de alguma forma as suas emissões de Carbono.
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